
Em greve nacional desde essa terça-feira (15), os trabalhadores dos Correios e Telégrafos tem nesta quinta-feira (17) um dia decisivo.
Mediante a paralisação de 95% dos sindicatos da categoria, a ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) negocia em Brasília uma proposta capaz de frear a paralisação.
A pauta de reivindicações dos trabalhadores tem como principais pontos a reposição salarial de 41,03%, referentes a perdas desde 1994, incorporação de R$300 ao salário e reajuste do vale alimentação, além de outros itens como maior segurança nas agências.
“Desde a parceria que o governo federal fechou com o Bradesco para implantação do Banco Postal passamos a ter muitos casos de assalto, já que não houve investimento em segurança”, afirmou Gilson dos Santos, Secretário de Comunicação dos Trabalhadores dos Correios da Baixada Santista.
Santos é carteiro e conta que o trabalhador que exerce essa função passa, em média quatro horas da jornada de trabalho caminhando nas ruas, sob chuva ou sol, de segunda a sábado.
“Sempre fomos uma referência em prestação de serviço com qualidade graças ao trabalho dedicado de nossos companheiros. Queremos que o governo reconheça isso e valorize nossa categoria”, destacou o dirigente.
Por Luiz Carvalho
fonte: http://www.cutsp.org.br/2009/0733_setembro09.html